Fotografia Ensaio Documental De Familia Familia Rodrigues Saopaulo Sp–13

Narrativa Família Rodrigues Grecco | Amor em dobro vira causa de todos

Quando conversamos sobre amor, família e momentos de vida, Cinthia me disse que gostaria muito de retratar uma manhã na vida dela e dos meninos. Que o trabalho que tem hoje possibilita que ela fique com eles em casa e, por conta da escola ser pertinho, o caminho a pé também é uma delícia.

Daqui uns dias Leo e Heitor fazem 5 anos. Que esse ensaio permaneça sempre em seus corações fazendo-os lembrar o quanto as brincadeiras entre vocês, a mamãe e a Naná são importantes pra essa fase da vida. Que continuem brincando assim por muitos anos!

Confira a narrativa criada para a família!


O dia começa cedinho na casa da família Rodrigues. Kauê, o pai, acorda mais cedo e, depois de limpar a sacada onde dorme a Naná e dar uma volta com a cachorra da família, ele toma café e vai aos poucos acordando os filhos.

Na sexta-feira em que estivemos lá para passar uma manhã com eles, Leo foi o primeiro a acordar. Com andar e olhar meio sonolento, caiu direto no sofá sem nem dar oi para a fotógrafa que, aos poucos, ia tentando tirar um sorriso do seu rosto. Aos poucos, é possível observar um pequeno movimento nos lábios de Leo quando a mãe, Cinthia, arrisca dizer que não havia ninguém dormindo no sofá. Foi aí que ele se entregou de tanto que se remexia no sofá. Logo seu irmão gêmeo também foi levantando. Antes mesmo que ele saísse do quarto, Leo foi logo avisar Heitor que não era pra ir até sala, onde estava esta fotógrafa a postos para pegá-los acordando. De lá só saíram no colo do pai e da mãe.

Antes de ir rumo ao trabalho, Kauê entregou 5 marcadores de texto para cada filho usar em seus livros favoritos e, com um beijo em cada bochecha, desejou um bom dia em casa e na escola. Era dia do brinquedo. Logo que ele saiu, os irmãos foram tomar café da manhã. Pão, leite com nescau e bolo de milho faziam parte da primeira refeição do dia, que também ganhou a presença de Naná, ansiosa para dar suas lambidas, correr pela sala e dar seus abraços de patadas nos dois.

Após o café da manhã, Cinthia começa aos poucos a abrir o computador e checar alguns emails. Ela também se coloca à disposição dos filhos para brincar, mas não esquecendo de alguns combinados porque senão eles ficam brincando com ela a manhã inteira que nem almoço dá pra tempo de fazer. Eles adoram brincar com a mamãe, que mergulha no universo deles e os leva de um quarto a outro, tenta pegá-los enquanto correm pela sala e todos terminam jogados na cama do casal enquanto Naná lá de fora vai aos latidos por não estar participando da brincadeira. Em outros momentos, a cachorra de apenas 8 meses mas com um tamanho que aparenta bem mais fica ao lado dos meninos, seja pulando em cima deles enquanto brincam de dançar ou morde suas argolas quando os dois brincam entre si. Além das brincadeiras com a mãe e Naná, os irmãos que completam 5 anos no próximo dia 8 de julho, adoram jogar UNO, desenhar, montar lego, ler livros e pular em cima do sofá cama amarelo da sala do apartamento. Quando dá tempo, também descem para brincar no parquinho do prédio. No quarto deles, além de adesivos de super-heróis, há prateleiras repletas de livros. Ao lado, também ficam os desenhos feitos e colados por eles. 

Leo e Heitor adoram ler e contar histórias. Elas fazem parte do cotidiano deles desde a hora de dormir até o momento em que contam dos sonhos da noite anterior aos pais pela manhã. Durante as refeições, as conversas vão desde curiosidades até a apresentação dos quadros dispostos na sala. A mãe explica tudo com atenção, sem deixar passar nenhuma informação. Até os instiga a adivinhar os locais das fotos, como a que representava uma foto de Londres ou o país de origem de uma mulher com trajes orientais. Os irmãos se dividem para contar sobre o pergaminho que veio do Egito e do quadro do avô. Na hora do almoço, até música tem para demonstrar o amor do Leo por tomate, enquanto Heitor adora feijão. “O tomate é primo do Caqui. Caqui, Tomate, o Tomate e o Caqui”canta Leo perguntando se conhecia a melodia. Naquele dia, na hora de ir pra escola, eles pediram à Cinthia que contasse uma história mas logo a substituíram sobre uma que trazia um dinossauro como personagem principal.

Quando soube que estava esperando gêmeos, Cinthia ficou surpresa. Foi uma gravidez difícil, os dois foram para a UTI. Hoje em dia, cada vez que ela enfrenta um obstáculo, lembra da experiência de morte que é parir e os filhos não irem para casa. Esse foi o principal desafio que ela teve na vida. “Toda a minha visão de maternidade foi desconstruída ali. O fato de depois eu ter conseguido amamentar eles até os 7 meses me preencheu um pouco. O resto não deu. Não deu pra ser parto normal, não deu pra levar aquele bebê pequeno pra casa. Com 21 dias eles chegaram com 2kg em casa. Amamentar foi muito importante pra mim”, conta.

Sou muito mais forte do que antes de ser mãe

Como mãe, o que a motiva é tentar deixar um mundo melhor pra eles. Ela, que respira educação desde sua infância, quando acompanhava a mãe – professora da rede pública em Mogi das Cruzes/SP – fez questão de colocar seus filhos na escola pública porque acredita que a educação é uma causa de todos. À frente do Quero na Escola, iniciativa que conecta estudantes de escola pública com voluntários que saibam ensinar o que eles querem aprender, ela admite que esta é a sua bandeira. “Acho que a gente vive em sociedade e temos que trabalhar por eles e pra todos. Colocá-los na ‘bolha’ não era uma opção. Foi muito importante enfrentar e fazer o melhor pra eles mas no contexto de que isso fosse sociedade. Uma bandeira que era minha mas é de todo mundo. No momento de que foi minha e dos meus filhos passou a ser muito mais forte”, ressalta. Ela, que também faz parte do Conselho da escola onde seus filhos estudam, faz questão de mobilizar outros pais e ajudar a melhorar o lugar. Sua casa em Mogi ficava em frente a uma fazenda com um pequeno muro. Uma cidade sem muros foi sua inspiração para a criação da iniciativa, que hoje se transformou numa ONG. 

Questionada sobre o significado da expressão Amor de Mãe, Cinthia ressalta que não se trata apenas do que é bonito. Inclui também a dor e muito trabalho, assim como a vida é. “No momento em que você está cuidando é penoso, mas também é um amor muito grande. Não é aquele amor que a gente pinta com coraçãozinho. São as melhores risadas”, diz.

#pracegover Uma sequência de 35 fotos mostra vários momentos da manhã na casa da família Rodrigues Grecco, formada pela mãe Cinthia, o pai Kauê, os irmãos gêmeos Leo e Heitor e a cachorra Naná. As fotos são dentro do apartamento da família, localizado no 16º andar. As fotos começam por volta das 7h, com Kauê dando comida para Naná e tomando café antes de sair para o trabalho. Também tem imagens das crianças tomando café e almoçando numa mesa redonda que fica entre a cozinha e os quartos, e de muitas brincadeiras como lego, dança com a mãe e a cachorra, pega pega, UNO e desenho. A sala tem um sofá com uma colcha vermelha e um sofá cama amarelo que vira colchão. Em uma das fotos, os meninos estão pulando em cima do sofá. A sequência de imagens termina com fotos dos irmãos e da mãe indo para a escola a pé.


Caso esteja visitando o site pela primeira vez, siga-nos também no Facebook e no Instagram @savethelove para acompanhar outras histórias. 😉

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *